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Mercado de imóveis comerciais se recupera

Depois de um 2009 mais fraco, o mercado de imóveis comerciais no Brasil promete neste ano para os investidores, apontou a última Pesquisa Global de Imóveis Comerciais, realizada pela RICS (Royal Institution of Chatered Surveyors).

A quantidade de investidores que disseram estar ligados ao mercado imobiliário brasileiro cresceu de 29% no terceiro trimestre do ano passado para 61% no último trimestre, diante de um cenário de taxas de juros em queda e os rendimentos relativos aos imóveis em alta.

A pesquisa mostrou que os investimentos que conduzirão à recuperação do mercado imobiliário se estenderão a um número maior de países neste ano. As transações destes investidores estão crescendo em cerca de 70% dos mercados, com destaque para o Brasil e a China, ante 40% deles que apresentavam aumento no terceiro trimestre do ano passado.

Na China, o número de investidores que afirmaram estar envolvidos com imóveis passou de 47% para 58% na passagem entre o terceiro e o quarto trimestres do ano passado.

Ganhos com imóveis

Os dados da pesquisa mostraram que, em relação à valorização do capital investido em imóveis, o Brasil ocupa a segunda posição mundial, com 59% de expectativa em relação a este aspecto. A Argentina está na liderança, com mais de 60%.

Sobre o retorno dos aluguéis, o Brasil ocupa a quinta posição, com mais de 40% daqueles que acreditam em ganhos com isso, percentual atrás de Venezuela, Nigéria, Argentina e Peru.

“Nossos membros estão prevendo pontos de aquecimento e o Brasil e seus vizinhos estão merecendo atenção”, afirmou o diretor administrativo da RICS, Matt Bruck.

De acordo com o estudo, o sentimento positivo do mercado imobiliário comercial tem sido mais evidente nas economias emergentes, particularmente nos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), e as expectativas em relação aos aluguéis têm “pegado carona” nisso.

Vacância dos imóveis

Agentes no Brasil reportaram diminuição nos espaços disponíveis para imóveis comerciais, assim como na Áustria, Hong Kong e Cingapura.

“A vacância cresceu para 6,6%, depois de atingir 5,5% em 2008”, afirmou Rodrigo Abbud, da Equity Capital em São Paulo. “Os investidores estão sempre procurando boas oportunidades no Brasil. O nível de negócios estava baixo devido à falta de abastecimento e não à falta de capital”, completou.

“Este mercado [imóveis comerciais] foi desenvolvido em um formato de condomínio, com propriedades fracionadas, o que torna difícil comprar edifícios inteiros. Para 2010, o mercado começou quente. Locatários e investidores estão em busca de projetos de construção”.

A pesquisa foi realizada entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, com 424 empresas do setor.

Fonte: InfoMoney

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